Últimas Digressões

menina-expectativa

Às vezes faço de um momento, um evento. São dias cuidando dos preparativos, esperando algo acontecer. A expectativa de ser um pouquinho feliz me consome muito, ao mesmo tempo que me impulsiona. E, ao pensar o quanto posso ser feliz, tenho medo de ficar triste. Fico desconfortável. Quase desisto de ir adiante. Então engano o medo e vou. Mas quando o futuro vira presente, o desconforto se instala. Que droga! Finjo que tudo é ótimo, mas por dentro, estou arrasada. Óbvio que não posso transparecer qualquer incômodo - ou passaria por louca, já que há tempos sonhava com o que viria - e veio, passou e não me preencheu.
Na verdade, me tornou invisível.
Ruim demais ser a menina-expectativa.

ela vai sempre me consolar

Acreditam que aquela foto continua me atormentando?? Aquela foto, de um momento em que não existi. Aquela foto da minha felicidade longe de mim.
Mas deixei estar. Já tomei providências pra registrar minha felicidade futura. Futura e em boa companhia. Em breve, eu mesma poderei fazer as fotos. E me achar fantástica por isso.

É triste ficar triste quando alguém q nos fez feliz deixa de existir.
Mas, mesmo (ainda mais) longe, a Amy vai sempre me consolar.

nessa vidinha família

Demorei todos esse tempo - todos esse anos! - pra entender como ter uma família mudaria (e mudou) minhas relações pessoais. Nem sei se tinha tantos amigos antes. Nas minhas memórias, eram muuuitos. Sei que hoje sinto falta de ter pessoas por perto, pra conversar sobre tudo e qq coisa, pra tirar onda, reclamar da vida, rir daquele filme péssimo a q assistimos semana passada.

A chegada das meninas, a vinda pra Brasília, as facilidades da vida virtual...
e fui desaparecendo.

Hoje percebi q talvez eu esteja desejando algo que não se encaixa mais nessa minha atual história. Nessa levadinha dos meus 33 anos. Nessa realidade de ter duas meninas linda pra cuidar - além do meu menino crescido ranzinza pra amansar.

Não me encaixei no grupo das garotas casadas com filhos. Acho que resisti. Evitei, por sei lá que motivo. Sempre vivi namorando o grupo das solteiras (ou casadas sem filhos) que podem ir a todas as baladas e não dependem de babás e empregadas pra serem felizes. Provavelmente eu queria reproduzir aqui o meu grupo de amigas no Recife - meninas super, que podem qq coisa.  

Das muitas afinidades que pintaram, poucas realmente floresceram com firmeza pra se enraizar. Não acompanhei o ritmo. Algumas vezes agi de um jeito equivocado. Ou me abestalhei, simplesmente.

Me escondi atrás da minha família - desculpa perfeita pra me acomodar, já que as outras três pessoas com quem vivo têm também seus compromissos e temos todos que ter uma agenda comum, na maior parte do tempo. Afinal, Estela não vai sozinha ainda aos aniversários e Marina tem hora certa pra dormir.

Mas não me escondi, na verdade. Mudei de padrão. E não me dei conta. Continuei buscando o mesmo, qdo poderia ter aprendido com as novidades.

Então é hora de equalizar os desejos. E parar de sofrer por não estar em todos os lugares (ou com todas as pessoas) ao mesmo tempo.

Tarefas difíceis essas, viu?
Porque eu sempre serei uma menina festeira, faladeira, que não gosta de dormir, que não vê o tempo passar.

Me desejem serenidade, plz.

voltei a escrever

Peguei meu lápis da sorte, que tem uma pedrinha vermelha na ponta, comprado em Amsterdan. Continuo a escrever a lápis, incerta. Mas ao abrir a gaveta, ele estava lá, me esperando. Então decidi que ele seria o lápis da sorte.
Fui até a sala e catei um dos caderno escondidos. Um dos muitos que comprei por impulso, por me impressionar. Um dos muitos que teve as primeiras folhas rabiscadas e depois rasgadas, sem sequer serem relidas.
Esse listradinho aqui parece interessante e não está tão capenga de páginas. Talvez em tenha arrancada só dez ou quinze folhas. Foi então o escolhido.
Peguei o lápis e o caderno pra anotar as idéias da minha nova fase roteirista e, como sempre, cá estou eu fazendo um diário...
Finalizo a frase com reticências e me lembro de uma amiga que odeia reticências. Diz que é como se a pessoa tivesse preguiça de finalizar o raciocínio. Eu não uso reticências por isso. Talvez, não use. Talvez... Escolhe os três pontos quando acho que o eco cai bem na seqüência verbal, no fluxo do pensamento.
E ao pensar em coisas que as pessoas não gostam, me lembro também da minha prima, que diz detestar pessoas que usam All Star pra trabalhar, querendo parecer moderninhas. Daqui eu vejo meus tênis espalhados pelo chão. Seis pares de All Star - mais um que ganhei de aniversário.
É realmente pareço reunir muitas qualidades (defeitos?) detestáveis.
Mas eu queria mesmo era escrever sobre a descoberta da minha personagem ideal, depois de meses tentando encontrá-la. Fiquei observando livros nas estantes das livrarias, tentando encontrar algo que fosse diferente e menos previsível ou entediante. Como é possível´que tantas personagens femininas sejam tão futilmente parecidas? Me dá um tédio enorme a mesmice das tramas. Tenho vontade de ler todas, mas ao final de cada leitura, me sinto profundamente vazia.
Preciso apontar meu lápis da sorte agora. A letra está péssima.
Ei, posso escrever um livro todo manuscrito? Aliás, discordo totalmente dos que defendem que a letra cursiva não tem serventia alguma e que todos deveriam escrever em letra script ou letra de forma. Antes os vestibulares e concursos só aceitavam redações em letra cursiva - o que é uma besteira. Hoje se pode escrever como quiser. Mas tem muitas professoras que acham perda de tempo ensinar letra cursiva.
Deve dar o maior trabalho, é verdade. Mas não se pode negar às pessoas (crianças) o desafio de serem individuais em suas letras. Deixem que depois cada um escolha como se expressar graficamente. Não tirem essa opção delas!
Eu escrevo de forma aleatória. Muitas vezes em letra de forma. Algumas vezes com letra cursiva - deixando a letra de forma pra marcar palavras ou frases mais importantes. Nunca uso letra script - acho feia. Mas a verdade é que pareço estar desaprendendo a manuscrever. O computador está me aleijando, infelizmente.
Mas, tanto o lápis quanto o teclado estão me atacando a tendinite.
Então é hora de fechar minha storyline e ir domir.

StoryLine>
Xxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxx xxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxx xxxxxxxxx xxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx. Xxxxxxxxxxx xxx xxxxxxxx xxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxx.Xxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxx xxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxx xxxxxxxxx xxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx. Xxxxxxxxxxx xxx xxxxxxxx xxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxx.


Meu lápis da sorte me deu muito sorte!

aquela foto

Quando eu vi aquela foto, tive vontade de fazer parte daquela história. 
Já estive tão perto de estar perto daquelas pessoas!
Mas hoje, sinto saudades - sem ter certeza se posso sentir saudades,
disso que talvez nunca tenha sido meu.

Essa é a tristeza mais intensa que sinto nos dias de hoje.
Essa saudade tão grande. Essa incerteza sobre a saudade.
Essa solidão tão específica, distância de algumas pessoas queridas.

Tomara - oh céus! - que um dia eu volte ao tempo em que me sentia parte da vida.

dividida

eu quero investir em mim. estudar é investir em mim. encontrar meus amigos é investir em mim. mas qual desses investimentos vale mais?

promessa pra promessa de emagrecer dar certo

num dia eu juro que vou largar os doces.
e tudo q leve farinha branca.
juro que deixarei os queijos pra trás.
parece um exagero, largar tudo isso - em vez de simplesmente reduzir a gula. mas só eliminando essas coisas eu consigo realmente chegar ao meu peso ideal.
mas eu sou louca por doces. e bolos. e pão de queijo. e tapioca com coalho. e sorvete.
então tá difícil demais da conta!
nesse meu regime de permanência intensa em casa, sem sequer um passeiozinho de nada, minha comilança é  mais incrementada por receitas feitas no meu fogão novo.
pior é que meu balezinho querido mudou de horário. agora é no final da tarde. quando acaba a aula, a caminho da parada do ônibus, paro exatamente no café bem casado pra comprar um delicioso quindim.
=)
mas depois do banho, quando visto meu pijama, fico assim, tristinha demais.
a balança fica em frente ao espelho. e me recrimina duramente.

nos últimos dias me decidi a fazer uma promessa pra não comer doces. quer dizer, é algo meio confuso. eu prometo não comer doces pra... não comer doces! como não ficou claro ainda qual será minha estratégia pra isso dar certo, vou adiando... e como meu aniversário é na sexta 10 - e eu mereço uma porção de doces por isso! - melhor deixar pra 11 de junho em diante.
mas...
não estou muito certa q de vai dar certo.
e isso me mata.

25 diferentes formas de usar uma echarpe

Adoro todo tipo de acessório - ou quase todo tipo. 
Cintos, broches, diademas, faixas pra marcar a cintura ou amarrar os cabelos, bijoux...
Quem gosta de echarpes vai adorar esse tutorial que ensina 25 diferentes formas de usá-las.
Fisguei a dica na blog da Sylvia Fonseca.
Adorei!







minha versão super me abandonou

licença-maternidade de seis meses. 
eu jurava que,entre uma mamada e outra, entre as trocas de fraldas eu iria: 

* dar uma cara nova a este blog, com textos mais bacanas 
* ler muuuito, todos os dias e finalmente desempilhar os livros todos que estão ao lado da minha cama 
* escutar mais músicas 
* estudar 
* assistir a um programa novo de TV por dia 
* escrever meus argumentos para docs e livros
(ou quem sabe inteprogramas e contos, coisas mais ligeiras)
* começar a emagrecer assim q Marina nascesse
 (depois, assim q acabasse o resguardo...
ou melhor, assim que ela completasse 2 meses...
quem sabe, depois dos 3 meses... e assim vai...)

rá-rá-rá!

e olha que Marina não dá trabalho algum!
ao menos posso dizer que sou uma super-mãe - porque sou mesmo!
=)

de resto, tudo na mesma.


  

O Templo

Cheguei atrasada. Eu vivo atrasada, é um defeito que parece incorrigível. Mas assim que passei sob o pórtico da Serenidade, me dei conta de q estava no lugar onde realmente deveria estar.
Na entrada, vários sapatos. A porta, pouco aberta, deixava entrever que dois rituais diferentes estavam acontecendo ao mesmo tempo. Num canto, algumas pessoas ajoelhadas. Mais ao centro, um grupo de pessoas meditando estendidas no chão. Uma senhora sentada numa cadeira.
Deixei meus sapatos na porta e me sentei num cantinho, sorrindo e observando. Será q deveria me estender no chão também? Será q deveria ir mais à frente e me ajoelhar? Na dúvida, fiquei sentada, quietinha. E quando ouvi o silêncio e me dei conta do cheiro do incenso, comecei a chorar.
Ainda não sei explicar o porquê. Talvez a sensação de estar num lugar em que eu poderia pensar no que quisesse - até aprender a pensar em nada. Enxuguei as primeiras lágrimas, mas deixei q as últimas secassem no rosto. Aos poucos meu ouvidos entendiam melhor as indicações que uma mulher dizia ao grupo que meditava um pouco à frente. E tomei as palavras dela pra mim também. Visualizei - por poucos segundos, é vero, já que ainda sou uma máquina muito pensante-racional, pouco habituada à meditação - o que ela sugeriu. E cada imagem me trouxe tantas memórias! Incrível como ainda sou tão apegada ao pouco do meu passado de que ainda me lembro.
O corpo imovelmente ficou, sem incomodar, por todo o tempo q ali estive. Não fui toda reflexão, pois não consegui evitar meus olhares curiosos para tudo q estava à minha volta. De longe, tentava ver a forma do Buda Amida.
E quando enfim todos se reuniram, namamdabu, percebi meu curto fôlego para as recitações. Mas é certo q darei um jeitinho nisso, já que precisarei de muitos mantras pra curar meus maus carmas

Quando toquei o incenso, era como se tocasse mágica. E só pude pensar num verso cantado por Mercedes Sosa.
"Gracias a la vida que me ha dado tanto"  


Tanto,
que me mostrou uma nova forma de tentar encontrar a quietude.

intervalo na amamentação

eu sinto muitas coisas além da maternidade.
esses dias longe do trabalho me fazem perder a fé em mim mesma. fico me sentindo como uma pedra bêbada de dominó, que sobrou ao final do jogo, sem poder me encaixar em lugar algum. estou ausente, as mudanças estão rolando e eu não tenho conseguido sequer assistir de longe. a sensação q tenho é q não vai sobre nada pra mim, espaço nenhum.

e mais.
minha identidade flutuante está ainda mais instável. parece q voltei no tempo, lendo todos esses livros juvenis. daqui mais um pouco, estarei relendo a coleção Vagalume.
são livros de digestão quase imediata. fazem o tempo passar mais rápido. ok. ok.
sobre eles, o q me mais tenho urgência em dizer é o qto  me irritam em suas formas de retratar os pais, os avós e as famílias. os jovens personagens não têm respeito algum. pais e avós sempre são tidos como loucos  malvados irracionais e babacas. é um saco isso. sei q criar personagens q pensam assim mostra a perspectiva dessa geração, é fase, faz parte. mas me irritam profundamente esses retratos. como se os autores pensassem realmente dessa forma. não peço q escrevam de forma inverossímil, mas q dessem um jeito de serem menos idiotas tb, ué!

tá na hora de superar essa fase teen, cara Maíra.

bom. eu precisava dizer essas coisas.
e disse.
agora posso voltar pra mais uma rodada de amamentação, q Marina já me chama.

preciso

preciso comprar um sling.
preciso voltar pro balé (será q já posso?)
preciso fechar a boca pra todos esses doces q tenho devorado loucamente.
preciso voltar a ler.
preciso voltar a dormir.
preciso deixar de preguiça (ou será q isso é apenas cansaço?)
preciso me vestir direito - mesmo q não esteja indo a lugar algum.
preciso de uma happy hour.
preciso de amigos por perto.

saudades da vida fora de casa, em que se conversa sobre coisas q nada tem a ver com a maternidade - se bem q não consigo conversar sobre mais nada.

madrugadas

as madrugadas são minhas. resisto ao sono, apesar do cansaço. apesar da certeza de q precisarei estar desperta em alguns minutos. resisto porque a solidão das madrugadas me pertencem. e eu pertenço a elas. pertenço a esse silêncio. a essas luzes apagadas. ao barulho que o motor da geladeira faz, tão alto - mas tão impossível de se ouvir durante o dia, qdo a vida transcorre normal. eu pertenço as reflexos da casa nas janelas. pertenço à lua que vejo logo depois do vidro. sou toda dessas conexões noturnas, de poucas pessoas acordadas. sou dos filmas da sessão coruja. e das páginas dos livros, que somente nas altas horas consigo devorar decentemente.
sou de tudo o que posso sozinha, comigo mesma, enqto o tempo passa rápido, incrementando minhas olheiras já tão fundas.
eu sou das madrugadas.
estejam os olhos abertos.
ou fechados.

Tirinhas de Meninas

Menina também escreve tirinhas.
E tirinhas também retratam meninas simples - nem todas são Aline ou Rê Bordosa, né? 

Vão lá:



estou assim

saudade imensa do balé.
fome incontrolável.
saudades de ter muitas pessoas por perto.
meio impaciente.
sempre com sono.
irritada com a falta de coisas realmente bacanas na TV - e olha q eu tenho TV por assinatura!
indecisa sobre qual próximo livro a ler.
com vontade de ter um novo layout pro blog.
com vontade de escrever mais.
louca por Marina.
ainda mais apaixonada por Estela.
às vezes, com vontade de ficar num silêncio profundo.

+ música: Rolling In The Deep


Outra voz feminina britânica:

Adele


música do dia:

Outra música: Give Me Your Love

Mais uma música nova na minha playlist:
by Florrie.

Estou me divertindo bastante com essa invenção de procurar músicas por aí.
Só tenho tempo de achar uma por dia, mas já fico beeem feliz com isso.
Vou pescando sugestões de pessoas queridas, vendo matérias nas revistas ou música de fundo em programas de TV.
E você, o que faz para achar músicas novas por aí?


a leitora

Um tempinho atrás li numa edição da revista Bons Fluidos que o nosso maior talento é aquilo que mais gostamos de fazer. Na verdade, era um artigo/entrevista sobre como ser bom na profissão escolhida. O entrevistado, partindo de um pressuposto budista (eu acho, espero não estar falando besteira), diz q quando fazemos o q realmente gostamos, fazemos bem. E felizes. Lembro q li isso numa crise de identidade profissional.
Poucas coisas me vieram à cabeça.
O q me diverte e me faz feliz?
. dançar com os amigos
. happy hour na sexta-feira (sobretudo durante o horário de verão)
. aulas de balé
. agradar as meninas
. escolher um look pra sair
. descobrir músicas novas
. jogar papo fora
. ir ao cinema
. ver TV (nada com mais de 30 minutos - com exceção dos seriados)
. ler essas histórias bem adolescentes
. escrever no blog
. navegar nas redes sociais.

e nessas navegações, achei um blog de alguém que lê os livros teens e escreve sobre eles.
www.aleitora.com.br

bem q eu poderia ter me permitido ser o que eu queria ser, né? sem temer ser julgada 'adolescente' e ter feito algo parecido.
=)

ready to start

caramba! tem um turbilhão de coisas na minha cabeça.
deveria ter somente preocupações maternais.
mas não, tem muito mais q isso.
tem um desencanto gigante.
gigante.

e uma saudade gigante.
de tudo q não consertei a tempo - mas q poderia ter sido bom.
e de tudo de bom, q vivi de verdade.

Maybe So, Maybe No

música do dia:
by Mayer Hawthorne

já q não dá pra escrever coisas novas sempre, minha meta é ter uma trilha sonora diferente por dia, pelo máximo possível de dias.
=)